Por Cláudio Santos O PT se jogou na luta pela CPI do Cachoeira visando dois alvos: o senador Demóstenes Torres, de Goiás, então no DEM, e o governador goiano Marconi Perillo, PSDB. Acertou Demóstenes em cheio. Marconi tem-se mostrado mais difícil: o DEM quer atingir o governador fluminense Sérgio Cabral, PMDB, mas ligadíssimo ao Governo Federal; e os adversários do PT querem pegar também o governador de Brasília, Agnelo Queiroz. A defesa de Cabral é feroz; a de Agnelo, nem tanto. Mas pegar um governador só, deixando os outros de lado, é difícil. O outro objetivo petista na CPI do Cachoeira acabou explodindo em suas mãos: a tentativa de desmoralizar o procurador-geral da República, enfraquecendo assim as repercussões do julgamento do Mensalão. Não funcionou: o procurador-geral Roberto Gurgel ficou ainda mais forte e os ministros do Supremo rejeitaram as pressões políticas. Com CPI, sem CPI, o Mensalão será logo julgado. Mas, cá entre nós, entre os principais críticos do Mensalão estão o senador Fernando Collor, do PTB, e o delegado Protógenes Queiroz, do PCdoB. É esperar demais que procurador e ministros do Supremo fiquem impressionados.(Carlos Brickmann) |
Nenhum comentário:
Postar um comentário