sábado, 27 de outubro de 2012

Talvez já esteja tarde para recuar

Por Cláudio Santos

Primeiro foi a revista “Veja” informando aos seus leitores que o governador Eduardo Campos dera a “largada” visando à eleição presidencial. Ele seguida veio a “Carta Capital”, com foto estampada na capa, apontando o presidente nacional do PSB como o “grande vitorioso” nas eleições municipais. E agora apareceu “The Economist”, uma das mais respeitadas publicações da Europa, dizendo que o governador é “formalmente aliado” de Dilma, mas ameaça a reeleição dela em 2014.
Tudo isso não é de graça, evidentemente. O governador trabalha de fato para ser candidato a presidente, enxergando a pobreza de quadros no PT e no PSDB, conforme relata a publicação britânica. Mas ainda não tomou a decisão. O resultado da eleição municipal o animou para entrar no jogo, no entanto não será apenas essa variável que o levará a se candidatar. Ainda é preciso esperar um pouco para ver como ficará o quadro após a provável vitória do PT, amanhã, em São Paulo.
Uma coisa, porém, é certa: ele já avançou tanto com a candidatura que até para recuar ficou difícil. Comprometeu sua relação política e pessoal com Lula e Dilma por causa desse projeto e está sendo pólo de aglutinação de partidos políticos que aspiram ao poder em 2014 tais como PSD (Gilberto Kassab), PCdoB (Renato Rabelo), PTB (Roberto Jefferson ou quem vier a substituí-lo) e até o DEM (José Agripino). Dar marcha à ré, agora, talvez seja mais difícil do que avançar.

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