" Sigo em frente, pra frente eu vou
sigo enfrentando as ondas onde muita gente naufragou ..."



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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Senado já pode votar proposta que reduz para 16 anos a maioridade penal


O primeiro item da lista de matérias prontas para votação no plenário do Senado em 2012 é a PEC (proposta de emenda à Constituição) 20/99, que antecipa para 16 anos a maioridade penal no Brasil. Ou seja, se aprovada a proposta, o jovem com idade entre 16 e 18 anos que cometer um delito será criminalmente responsabilizado, desde que comprovada sua capacidade de entender a ilicitude do seu ato.

A matéria trata de um dos assuntos que mais suscitou iniciativas, debates, adiamentos e indignação no Senado nos últimos anos. Toda vez que um crime bárbaro cometido por menores alarmou o país – como o assassinato do menino João Hélio, arrastado em 2007 por um carro dirigido por adolescentes, no Rio de Janeiro – a imputabilidade do menor voltou ao debate.
De autoria do ex-senador José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), o texto chegou ao plenário na redação proposta pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que já foi procurador da Justiça e secretário de Segurança Pública de Goiás.
A tese de que a criminalidade entre os jovens tem, entre outras causas, a miséria foi um dos motivos de resistência à aprovação da proposta na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania).
Invocando sua experiência em Segurança Pública, Demóstenes Torres sustentou, durante o exame da PEC naquela comissão, que a criminalidade é um assunto de fundo moral. Para ele, um jovem entre 16 e 18 anos tem plena capacidade de identificar o ato criminoso e a pobreza não é causa determinante da criminalidade. 

- Eu também já acreditei nisso, mas encontrei a estrada de Damasco. Se assim fosse, como explicar o crescimento da criminalidade entre jovens ricos?
Apesar de antecipar a maioridade penal, a proposta esclarece que os jovens cumprirão pena em local distinto dos presos maiores de 18 anos e “terão a pena substituída por medida socioeducativa, desde que não estejam incursos em crimes inafiançáveis”.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Humberto defende política nacional de combate à pirataria


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O líder do PT no Senado, Humberto Costa, defendeu em plenário nesta quinta-feira a instituição de uma política nacional de combate à pirataria de produtos submetidos à fiscalização da vigilância sanitária.
Segundo ele, remédios para disfunção erétil, obesidade, anabolizantes e outros medicamentos controlados estão entre os mais pirateados atualmente. Mas não são os únicos que podem causar danos a saúde que são copiados ou contrabandeados por fabricantes inescrupulosos.
São produtos que, se sofrerem qualquer tipo de adulteração, acrescentou, trazem prejuízos à saúde do consumidor.
O propósito do senador pernambucano é estabelecer um conjunto de ações para enfrentar a pirataria, a serem executadas por órgãos federais, estaduais e municipais.
“A criação de uma política nacional de combate à pirataria permitirá a integração de atividades de inteligência dos setores e órgãos envolvidos, objetivando a criação e o aprimoramento de ações hoje existentes. Em ocasiões em que os órgãos de inteligência atuaram de forma conjunta, foi possível ampliar ações de investigação e fiscalização de estabelecimentos clandestinos e de produtos piratas, além de promover a capacitação de agentes envolvidos com a questão”, disse o senador.
Para ele, é necessário dotar a Polícia Federal da competência necessária para melhor atuar no combate à pirataria. “É por isso que apresentei também o PLS 368, que permite ao órgão apurar o crime de falsificação, corrupção e adulteração de remédios, assim como sua venda por meio da internet, quando tiver repercussão interestadual”, disse ele.
Acrescentou que a Polícia Federal tem encontrado dificuldades jurídicas para realizar essas operações, em função do recente posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, reconhecendo que ela só pode atuar no combate à pirataria de medicamentos nos casos em que o delito for de alcance internacional.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Humberto Costa pega briga feia no Senado

O senador pernambucano Humberto Costa (PT) por pouco não saiu na tapa esta semana com o seu colega de Casa Mário Couto (PSDB). O petista fazia um discurso e o opositor, do Estado do Pará, acusou o governista de defender a corrupção. Os ânimos esquentaram.
- Débil mental – esbravejou Humberto Costa
- E você é um safado! – respondeu Couto
- Safado é você – devolveu Humberto
- Foi você que respondeu processo na Justiça - foi à tréplica o senador paraense.
Os dois senadores, representantes de Pernambuco e Pará na mais alta corte do Legislativo Brasileiro esqueceram as Vossas Excelências e brigaram feio feito “menino buchudo”. Um capítulo vergonhoso dos anais do Senado da República.
Roberto Almeida