Jarbas
lembrou que foi essa mesma Câmara que inocentou Jaqueline Roriz há três
semanas, mesmo contra a pressão da opinião pública. Em seguida, disse:
“Um governador – seja ele quem for – deixa os seus afazeres, deixa de
cuidar dos interesses do Estado para eleger a mãe para o Tribunal de
Contas da União. É um absurdo, não é uma coisa natural, não é uma
prática republicana”.
Para
o senador, a postura de Eduardo pode ser entendida como um exemplo do
vale-tudo na política. “Se o que ocorreu na Câmara nas últimas semanas
não é nepotismo, não é abuso do poder político e uso da máquina, eu não
sei mais o que é”. Jarbas questionou o fato de Ana ter que examinar, no
futuro, alguma conta de Eduardo Campos, no tribunal. “Quando chegar uma
determinada conta do Governo Eduardo no TCU, qual será a postura da nova
ministra? Ela estará sempre sob suspeição. Isso não é modernidade, é
nepotismo, é política do compadrio, do coronelismo. É atraso do pior
tipo possível”, concluiu o senador.
Magno Martins
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