" Sigo em frente, pra frente eu vou
sigo enfrentando as ondas onde muita gente naufragou ..."



domingo, 24 de março de 2013

PT estadual acorda para ajudar Dilma



Presidente precisará de respaldo no estado para sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2014. Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press (Carlos Moura/CB/D.A Press)






































Por Cláudio Santos

O PT de Pernambuco chegou despedaçado em 2013, mas a necessidade de recuperar a unidade está se impondo. A candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição já foi colocada e, mesmo com feridas ainda abertas, a ordem é ajustar ponteiros para respaldar a pré-campanha. Aliás, o projeto de garantir a ela um novo mandato pode ser o fator que falta para agregar lideranças distanciadas e militantes desestimulados. “Acho que o foco na reeleição de Dilma deve ser o caminho que devemos seguir”, observa a deputada estadual Teresa Leitão.  “O diálogo com a sociedade é positivo. É só observar o que mostram as pesquisas”, completa, referindo-se aos números que apontam aprovação do governo e larga vantagem da petista em relação aos concorrentes. 

O fato é que de depois de ter perdido a Prefeitura do Recife, num processo que expôs divergências e divisões, o partido está em descompasso com a realidade da disputa presidencial. E o mais complicado é que é justamente de Pernambuco, por meio do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), de onde partem críticas à presidente. Mas, segundo o senador Humberto Costa, chegou a hora de respaldar a candidatura da presidente. 

“É necessário estruturar um palanque. Já tive uma conversa com Rui Falcão (presidente nacional do PT) e ficou decidido que, no próximo encontro da executiva, traçaremos planos para montar o palanque em Pernambuco. Temos que conversar com outros partidos, prefeitos e parlamentares que precisam encontrar no estado a ressonância da aceitação de Dilma em nível nacional”, diz. Ele observa que esse trabalho deve ser desvinculado das rixas locais. Até porque, lembra, a discussão sobre candidatura para governo não há porque ser feita agora, uma vez que dependerá de fatores que só serão definidos em 2014. “É preciso saber se Eduardo será mesmo candidato a presidente, se Armando Monteiro concorrerá ao governo”.

Aliás, a necessidade de apressar o palanque nacional e levar em banho-maria as articulações estaduais parece consenso nesse momento. “A gente precisa agora repactuar internamente o partido. E isso já está acontecendo. Nem tudo o que fazemos precisa ser tornado público”, comentou um parlamentar petista, dando a entender que o principal nó – a desavença entre os ex-prefeitos João da Costa e João Paulo – começa a ser desatado.

O presidente estadual da legenda, deputado Pedro Eugênio, defende que é necessário dar tempo ao tempo para que os espíritos se desarmem. Ele adianta que em abril a direção estadual se reunirá para elaborar seminários com prefeitos e deputados. “As pontes serão feitas”, frisa. Para ele, o PED (Processo de Eleição Direta) por si só não dissipará as rusgas. Mas se for bem conduzido, avalia, possibilitará ao partido retomar o entendimento, construir uma maioria sólida e chegar bem em 2014.  

Na cúpula da sigla, a preocupação com Pernambuco prossegue. Francisco Rocha, (Rochinha), membro do diretório nacional, aposta que o PED fechará as feridas, mas defende que o próximo presidente estadual se dedique integralmente ao partido e dialogue com todas as tendências. Já Paulo Frateschi, secretário de organização, vê muita dificuldade de entendimento e deixa nas entrelinhas que o comando nacional não mais interferirá em Pernambuco. O PT estadual deverá costurar seus retalhos com linha própria.

Com informações do Diário de Pernambuco

Nenhum comentário:

Postar um comentário